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Diagnóstico de Doenças Infecciosas

Polyomavirus (Vírus BK)

Os poliomavírus têm alta especificidade, tanto em relação ao hospedeiro quanto aos tipos celulares que infectam. Em seres humanos, penetram pelas vias respiratórias, disseminando-se pela corrente sanguínea sendo excretados na urina, o que sugere que os rins possam ser infectados em estágios precoces de contato com esses patógenos. Em pacientes imunossuprimidos, a reativação do BKV nos rins, leva a infecção do trato urogenital, como cistite hemorrágica. Nos pacientes com transplante renal, o BKV pode evoluir para nefropatia. Há relatos recentes, de detecção de BKV no líquor e em biópsia de cérebro de pacientes com imunidade comprometida e sintomas neurológicos, o que fortalece um diagnóstico diferencial entre o BKV e o JCV. Este procedimento aumenta a sensibilidade e a especificidade do método molecular. O resultado deve ser analisado em conjunto com outros achados laboratoriais e com a clínica do paciente. O resultado não detectado não exclui a possibilidade da amostra apresentar poliomavirus (JCV), pois a carga viral pode estar abaixo do limite de detecção do teste.

Metodologia: PCR-Semi-Nested Próprio
Material: Sangue com EDTA, Urina (5,0 mL) e Líquor (0,3 mL)
Coleta: não necessita jejum. Líquor: coleta realizada pelo médico assistente.
Conservação: refrigerada.
Resultado: Líquor (até 48 horas úteis). Demais materiais: (até 5 dias úteis)