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Imunogenética e Transplantes

Tipagem HLA (Antígenos Leucocitários Humanos)

Especificações: O Complexo Principal de Histocompatibilidade (em humanos também é chamado pela sigla HLA derivada do inglês “Human Leukocyte Antigen”) é codificado no braço curto do cromossomo 6 e compreende moléculas antigênicas divididas em três classes distintas e expressas na membrana celular:

Classe I – expressas em todas as células nucleadas.

Classe II – expressas na membrana somente de células com capacidade de apresentação de antígenos ao sistema imune adaptativo.

Classe III – representada por fatores solúveis, como proteínas do complemento, fator de necrose tumoral [TNF], entre outros.

O HLA é um dos principais determinantes da histocompatibilidade em transplantes incluindo transplante de medula óssea. Os genes HLAs são herdados dos genitores. A expressão simultânea dos genes HLA recebidos de cada genitor caracterizam a tipificação HLA de um indivíduo.  Atualmente, são conhecidas mais de 6500 diferentes moléculas HLA.
A Histocompatibilidade consiste em determinar e comparar o HLA do par doador-receptor a fim de escolher o doador com maior semelhança genética com o receptor. O laboratório determina o tipo de HLA de cada indivíduo e a compatibilidade representa o número de moléculas que dois indivíduos têm em comum. Quanto maior o número de moléculas semelhantes, maior será a compatibilidade e consequentemente o aumento da probabilidade de sucesso no transplante e maior sobrevida no pós-transplante.
Uma maior semelhança nas moléculas HLA poderá ser encontrada entre irmãos do que com os pais. Quando dois irmãos apresentam semelhança em todas as moléculas HLA considera-se que eles são 100% compatíveis no HLA, ou seja, eles apresentam 0 (zero) incompatibilidade no HLA. O paciente tem 25% de probabilidade de ter irmãos idênticos no HLA e de 50% de probabilidade de compartilhar metade das moléculas HLA com os irmãos. Nesse último caso, eles são considerados como haploidênticos.

Aplicação Clínica:

Determinar o grau de compatibilidade entre o possível doador e receptor de órgãos;
Incluir pacientes que sofrem de doenças hematológicas, e que necessitam de transplante de medula óssea no REREME (Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea);
Incluir doadores voluntários de medula óssea no REDOME (Registro Nacional de Medula Óssea);
Além disso, a Tipagem HLA tem-se tornado importante ferramenta no estudo da patogenia de várias doenças. A lista de doenças associadas ao HLA aumenta diariamente e o grau de associação é bastante variável. O HLA também se destaca em pesquisas epidemiológicas e no estudo da origem e grau de miscigenação das populações.
Detalhes
Material: Sangue com anticoagulante EDTA.
Método: SSP (Sequence-Specific Primers) e o SSO (Sequence-Specific Oligonucleotides)
Resultado: 20 dias úteis.
Conservação: Após a coleta, manter sob refrigeração o tubo com sangue em temperatura entre 2 e 8 °C. Não congelar.
Transporte: Acondicionar as amostras em embalagens com componente isotérmico. Enviar ao laboratório a ficha preenchida com os dados do paciente e a solicitação médica carimbada e assinada.
Condições inaceitáveis: Tubo com validade expirada, amostra congelada e/ou coagulada.
* Coleta pode ser presencial, mediante agendamento prévio.

Preparo para realização dos exames

Para realização dos exames de receptor e possível doador, o preparo para cada exame tem grande importância. Assim, deve ser feito jejum para a coleta do sangue:

Pacientes diabéticos e não diabéticos devem fazer jejum de 8 horas.
*Entretanto, para pacientes diabéticos, caso houver necessidade de alimentação, dar preferência às frutas e a alimentos livres de leite e derivados do leite.

Será permitida nesse período a ingestão de água.
Manter toda medicação que estiver em uso.
A coleta de sangue será feita sempre pela manhã no 2º andar, mediante agendamento prévio.