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Paternidade

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Com mais de 30 mil exames desde sua fundação, o Centro de Diagnóstico do GACC oferece à Bahia e a todos os estados do país a excelência em Análise de Vínculo Genético (exame de DNA). O diferencial deve-se a equipe de profissionais dedicada e preparada, somada à utilização dos melhores equipamentos e reagentes para a garantia de um resultado confiável e com qualidade.

Introdução e método

O exame de DNA ou Análise de Vínculo Genético utiliza a técnica da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para realizar a amplificação de regiões genéticas, tecnicamente chamadas de loci de microssatélites (STRs). A amplificação do DNA extraído previamente das amostras coletadas no laboratório é analisada posteriormente por seqüenciadores automáticos de DNA (ABI 3500).

Após a análise, os perfis genéticos obtidos são comparados averiguando-se as coincidências. Depois os dados são importados para um software de cálculo probabilístico, onde se obtêm os valores do Índice de Paternidade/Maternidade e da Probabilidade de Paternidade/Maternidade. A não exclusão de paternidade é identificada quando há compatibilidade entre o suposto pai e o pretenso filho em todas as regiões analisadas, sendo expressa como Probabilidade de Paternidade.

A metodologia utilizada no CDG é a mesma em uso nos principais laboratórios do gênero em todo mundo. Os loci que utilizamos são fornecidos pela empresa Thermo Fischer Scientific e aprovados pelo Grupo Espanhol e Português da ISFG (International Society for Forensic Genetics).

Cada indivíduo apresenta um cromossomo materno e um paterno, e a segregação dessa estrutura repetida segue as Leis de Mendel, em que um alelo é de origem materna e o outro de origem paterna, para cada locus. Caso se identifique em uma criança as características do alelo materno de um determinado locus, o outro alelo presente deverá ser obrigatoriamente idêntico a um dos alelos do pai biológico. A ausência dessa identidade caracteriza uma inconsistência, que pode ser uma mutação ou uma exclusão.

Em casos onde o possível pai tem irmão gêmeo univitelino (geneticamente idêntico), não conseguimos fazer a distinção do pai biológico verdadeiro, pois ambos partilham da mesma carga genética.
Iniciamos a investigação de paternidade com uma entrevista com as partes seguida da coleta de amostras. Em seguida, iniciamos os testes com a extração do DNA das amostras, existindo para tal, muitas técnicas diferentes, dependendo do tipo do material em estudo, como sangue, fios de cabelo, manchas de sangue, swabs bucais, ossos e etc. A seguir é realizada uma amplificação do DNA extraído do núcleo das células, o qual é posteriormente analisado em seqüenciadores automáticos de DNA (equipamento ABI 3500).

De posse do conhecimento dos alelos de cada locus, os resultados são analisados em gráficos, comparando-se os alelos do filho, da mãe e do possível pai, por exemplo. A continuidade da avaliação passa por um estudo estatístico, chegando-se a um resultado que considera sempre as possibilidades estatísticas da existência de outra pessoa na população semelhante ao acusado.

A análise estatística realizada em software específico utiliza a freqüência dos alelos de cada locus na população em estudo para se chegar a um resultado com 99,99 % de certeza pelo menos.

O índice de paternidade é um número que expressa quantas vezes é mais provável que o suposto pai seja o pai biológico em relação a outro homem escolhido ao acaso. A probabilidade de paternidade é resultante desse índice. Utilizamos no cálculo matemático a probabilidade “a priori” de 50%, o que corresponde a uma probabilidade anterior a qualquer exame de DNA. Devemos introduzir um número para a probabilidade prévia na fórmula estatística (teorema de Bayes). Por exemplo, caso utilizássemos a probabilidade à priori de 10% estaríamos favorecendo ao réu, e se 90%, ao autor. Os laboratórios decidiram a nível internacional usar a probabilidade prévia de 50%. A probabilidade cumulativa de paternidade apresentada no laudo é a probabilidade real e final, considerando uma probabilidade prévia de 50%.

Coleta de amostras

Trabalhamos com dois tipos de amostras: sangue total e células da mucosa bucal.

Todas as coletas devem ser realizadas seguindo as instruções que acompanham o kit e remetidas ao CDG o mais breve possível.