Laboratório de Imunogenética e Transplantes (HISTOCOMPATIBILIDADE)

CENTRO DE DIAGNÓSTICO DO GACC - O laboratório de Histocompatibilidade será de Tipo II, possuindo quatro áreas distintas, todas com temperatura monitorada em 22ºC, sendo uma para Sorologia, e três divididas para Biologia Molecular (I, II e III):

• Área I: Preparo de reagentes pré-mix, com uso de aventais descartáveis e restrição do tráfego de funcionários.
• Área II: Sala para extração de DNA.
• Área III: Sala separada para procedimentos de amplificação e pós - amplificação.

• Área de Sorologia (Histocompatibilidade).

A equipe técnica, os equipamentos, a realização e a liberação dos testes, os registros e os manuais estão dentro das normas exigidas pela portaria GM/MS de 30 de Novembro de 2002 para o credenciamento de Laboratórios de Histocompatibilidade.

Imunologia de Transplantes
Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC) - HLA
Situados no braço curto do cromossomo 6, os genes do Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC) desempenham um papel de grande importância no sistema imunológico humano. As proteínas resultantes destes locos são responsáveis pela apresentação de antígenos aos receptores de linfócitos T e B e estão situadas na membrana celular de quase todas as células do sistema imune. Eles formam as moléculas do complexo HLA (Humam Leucocyte Antigens), que é um dos principais determinantes da histocompatibilidade em transplantes, incluindo os de medula óssea.

Os genes do MHC constituem o sistema genético mais polimórfico que se conhece. Eles evoluíram através de sucessivas duplicações, de modo que cada indivíduo herda múltiplos genes das classes I e II, sendo dois tipos de cada locos gênico (um de cada progenitor). Além disso, existem múltiplos alelos diferentes de cada loco na população humana.

No laboratório de Histocompatibilidade serão oferecidos os seguintes serviços:
Tipagem HLA (A, B e DR) de receptor/doador de órgãos para transplante, medula óssea, incluindo doadores para REDOME (Registro de doadores voluntários de medula óssea) e doadores cadáver;

• Detecção de alelos específicos. Ex. HLA B27;
• Avaliação de Reatividade Contra Painel de Classe I e II (PRA);
• Prova Cruzada Contra Linfócitos Totais;
• Prova Cruzada Contra Linfócitos T e B;
• Prova Cruzada Contra Linfócitos T e B, com a adição de Ditiotreitol (DTT);
• Prova Cruzada Contra Linfócitos T com adição de Anti-globulina humana (AGH).

Obs. Os serviços oferecidos para doador cadáver irão funcionar 24h em sistema de plantão integrado com a Central de Transplantes do Estado da Bahia.

Tipagem HLA
Aplicação clinica: Pacientes necessitando de transplante de órgãos, medula óssea, doadores vivos e cadáver, auxílio no diagnóstico de doenças, como por exemplo, HLA - B27, entre outros.

Método utilizado: Serão utilizados para a tipagem dois métodos moleculares para determinação dos alelos de Classe I e Classe II, PCR-SSP (Polymerase Chain Reaction – Sequence Specific Primers) e PCR-SSO (Polymerase Chain Reaction – Sequence Specific Oligonucleotide) em analisador de fluxo, dependendo de sua finalidade.

Na tipagem HLA por SSO, o DNA alvo é amplificado pela PCR utilizando um primer específico. O produto de PCR é desnaturado e deixado rehibridizar nas sondas complementares de DNA conjugado com as micro-esferas codificadas por fluorescência. Um analisador de fluxo identifica a intensidade de fluorescência em cada micro-esfera. A atribuição da tipagem HLA baseia-se no padrão de reação comparado com os padrões associados às seqüências de genes HLA publicadas.

O SSP baseia-se no princípio de que sob condições de PCR estritamente controladas, os pares de primers com pareamento perfeito traduzem-se na amplificação de seqüências alvo (ou seja, um resultado positivo), enquanto que pares de primers sem pareamento não amplificam (ou seja, um resultado negativo). Depois do processo de PCR, os fragmentos de DNA amplificados são separados por eletroforese em gel de agarose e visualizados por coloração com brometo de etídio e exposição a luz ultravioleta. A interpretação dos resultados de PCR-SSP baseia-se na presença ou ausência de um fragmento de DNA amplificado específico.

Avaliação de Reatividade Contra Painel - PRA
Aplicação clinica: Os indivíduos podem tornar-se sensíveis aos antígenos do HLA durante a gravidez, através de transfusões de sangue ou através de transplantes de órgãos anteriores. Os anticorpos resultantes podem causar reações cruzadas elevadas ou ter uma especificidade limitada. A existência de anticorpos anti-HLA pré-formados constituem uma contra-indicação para o transplante de órgãos que expressam antígenos específicos ou de reação cruzada (CREG). Além disso, o desenvolvimento dos anticorpos contra os antígenos HLA estranhos provocados por um transplante anterior poderão provocar rejeição hiperaguda num próximo transplante, sendo assim, faz-se o rastreio dos anticorpos HLA de Classe I e II nos pacientes a espera de transplante.

Método utilizado: ELISA. A avaliação de reatividade contra painel (PRA), o LAT (Lambda Antigen Tray) contém reagentes ELISA pré-calibrados para a detecção dos anticorpos IgG contra os antígenos HLA da Classe I ou da Classe II no soro humano. Nos diferentes poços de uma placa Terasaki estão presentes quantidades definidas de antígenos HLA purificados por afinidade. A fixação específica do anticorpo da amostra teste a qualquer um destes antígenos é detectada por uma incubação subseqüente com anticorpo conjugado com fosfatase alcalina que reconhece apenas o IgG humano. Uma medida quantitativa da extensão da reação é obtida por determinação espectrofotométrica após a adição do substrato de enzima apropriado para o desenvolvimento da cor.

Prova Cruzada Contra Linfócitos (Cross Match)
Aplicação clinica: O cross match é o exame realizado para detectar a presença de anticorpos pré-formados específicos contra antígenos do doador. Pode-se dizer que é uma simulação do transplante.

Método utilizado: O método de linfocitotoxicidade consiste em incubar, em placas, o soro do paciente com células do possível doador. Um cross match negativo é um dos pré-requisitos para que possa ser realizado o transplante. A técnica para separação das células consiste no isolamento de uma população pura de linfócitos B e T do doador, ou quando necessário do receptor. Isto se da através de microesferas magnéticas. Estas constituem partículas magnéticas com anticorpos monoclonais acoplados na respectiva superfície. As esferas podem ser recolhidas utilizando um campo magnético. Depois de retirado o campo magnético, as esferas não retêm qualquer tipo de magnetismo residual. As esferas podem ser repetidamente magnetizadas e novamente dispersadas. A especificidade do anticorpo monoclonal acoplado determina o tipo de célula recolhida.

Tipagem HLA para doação voluntária de medula óssea
Seu sangue será tipado por exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante.

Todo mundo pode ajudar. Para isso é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e bom estado de saúde. Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde irá esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador). Os dados do doador são inseridos no cadastro do REDOME (Registro de doadores voluntários de medula óssea) e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação.

O transplante de medula óssea é um procedimento seguro, a mesma é retirada do interior de ossos da bacia, através de punções e se recompõe em apenas 15 dias. Se não fosse o problema da compatibilidade entre as medulas do doador e do receptor, tudo seria muito simples e fácil, porém a chance de encontrar uma medula compatível pode chegar a uma em cem mil.

O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e algumas outras doenças do sangue.

Para mais informacoes, acessem:

INCA HEMOBA