Laboratório de Investigação de Paternidade

O Centro de Diagnósticos do GACC – CDG oferece à Bahia e a todos os estados do país a excelência em Análise de Vinculo Genético (Teste de Paternidade). O diferencial deve-se a equipe de profissionais dedicada e preparada, somada a utilização dos melhores equipamentos e reagentes para a garantia de um resultado confiável e com qualidade.

INTRODUÇÃO

A análise do DNA foi desenvolvida há pouco mais de dez anos, desde que o Prof. Sir Alec Jeffreys publicou um artigo na revista Nature, sobre certas regiões de minissatélites do genoma humano que produziam as chamadas impressões digitais do DNA. Sir Alec Jeffreys descobriu que no DNA humano existem milhares de locais ou locos onde existem seqüências que se repetem. Estas seqüências repetidas ou “tadem repeats”, também chamadas de minissatélites e microssatélites, são herdadas pelas pessoas como uma seqüência de repetições uma que vem da mãe do indivíduo e outra que vem obrigatoriamente do pai.

A base para a utilização dos testes de identificação da individualidade humana pelo estudo do DNA encontra-se na diversidade ou polimorfismo dos diversos locos de minissatélites, microssatélites ou HLA (antígeno leucocitário humano).

Cada indivíduo apresenta um cromossomo materno e um paterno, e a segregação dessa estrutura repetida segue as Leis de Mendel, em que um alelo é de origem materna e o outro de origem paterna, para cada loco. Caso se identifique em uma criança as características do alelo materno de um determinado loco, o outro alelo presente deverá ser obrigatoriamente idêntico a um dos alelos do pai biológico. A ausência dessa identidade demonstra que o suposto pai não é o pai biológico da criança.

Na identificação de pessoas carbonizadas, amplificamos o DNA da vítima e o comparamos com o de seus filhos, esposa, ou com o de seus pais, como se fosse um teste de paternidade. Em casos de manchas de sangue, comparamos o DNA extraído da mancha com o do suspeito, devendo apresentar identidade em todo o perfil de STR (short tandem repeats).

Iniciamos a investigação de paternidade com uma entrevista com as partes seguida da coleta de amostras. Em seguida, iniciamos os testes com a extração do DNA das amostras de dentro do núcleo das células, existindo para tal, muitas técnicas diferentes, dependendo do tipo do material em estudo, como sangue, fios de cabelo, manchas de sangue, swabs bucais, ossos e etc. A seguir é realizada uma amplificação do DNA extraído do núcleo das células, o qual é posteriormente analisado por seqüenciadores automáticos de DNA.

De posse do conhecimento dos alelos de cada loco, os resultados são analisados em gráficos, comparando-se os alelos do filho, da mãe e do possível pai, por exemplo. A continuidade da avaliação passa por um estudo estatístico, chegando-se a um resultado que considera sempre as possibilidades estatísticas da existência de outra pessoa na população, semelhante ao acusado. A análise estatística utiliza a freqüência dos alelos de cada loco na população em estudo para se chegar a um resultado com 99,99 % de certeza pelo menos.

MÉTODO

O Teste de Paternidade ou Análise de Vínculo Genético utiliza a técnica da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para realizar a amplificação das regiões genéticas, tecnicamente chamadas de locos de microssatélites (STRs). A amplificação do DNA extraído previamente das amostras coletadas no laboratório é analisada posteriormente por seqüenciadores automáticos de DNA.

Após a análise, os perfis genéticos são comparados averiguando-se as coincidências, e colocados em software de cálculo probabilístico, onde obtêm-se os valores do Índice de Paternidade e da Probabilidade de Paternidade. A não exclusão de paternidade é identificada quando há compatibilidade entre o suposto pai e o pretenso filho em todas as regiões analisadas, sendo expressa como Probabilidade de Paternidade.

A metodologia utilizada no CDG é a mesma em uso nos principais laboratórios do gênero em todo mundo. Todos os testes são realizados por meio de sistemas comerciais (kits) validados internacionalmente.

CONFIDENCIALIDADE DAS PERÍCIAS

O Centro de Diagnósticos do GACC – CDG, em respeito aos seus clientes, se preocupa com a discrição dos mesmos e mantém os resultados das perícias sob sigilo absoluto. Em perícias judiciais, as partes e seus advogados, só terão acesso ao laudo perante as vistas do Juiz, visto que nestes casos o laudo é enviado diretamente para o Juiz pelo correio.

Já em casos privados, os resultados são fornecidos ao solicitante pelo correio ou no próprio laboratório. Os resultados ficam arquivados em local vigiado por câmeras, alarmes e portaria 24 horas.

COLETA DAS AMOSTRAS

O CDG oferece aos seus clientes algumas opções de métodos de colheita das amostras para a realização dos exames, tendo a disposição três kits para a colheita de material. Além de simplificar o procedimento, o kit confere maior segurança e proteção das amostras.

Confira nossos kits:

- Colheita de sangue (dois tubos vaccutainer com EDTA por pessoa)
- Colheita de células da mucosa bucal (duas escovinhas por pessoa)
- Colheita de sangue por punção digital (um cartão FTA por família)

A coleta de sangue pode ser realizada pelo seu médico ou por qualquer laboratório de análises clínicas da sua preferência. Os tubos contendo as amostras devem ser enviados para o CDG pelo correio (Sedex) sem a necessidade de refrigeração. Da mesma forma, a coleta de células da mucosa bucal deve ser realizada seguindo as instruções que acompanham o kit e remetidas ao CDG.

Escolha a forma mais apropriada para a coleta e faça contato com o CDG, nós providenciaremos o envio do kit de coleta escolhido pelo correio contendo todas as informações necessárias para um procedimento correto.

AUTO–COLHEITA

A coleta das amostras pode ser realizada em ambiente domiciliar, mas, neste caso, o exame não tem valor legal, pois não há identificação e acompanhamento por indivíduo credenciado ou perito.

Em caso de o cliente escolher a auto-coleta, basta entrar em contato com o CDG pelo fone (071) 3399-2070 ou pelo e-mail: cdg@cdg.org.br. Nós enviaremos por correio (Sedex) o kit para coleta de células da mucosa bucal juntamente com uma folha para identificação e com os passos para a realização da coleta.

A responsabilidade pela coleta e identificação dos participantes fica por conta da pessoa que enviar as amostras ao laboratório. Fica claro que este tipo de teste, não tem valor legal, e deve ter a concordância de todos os participantes com a assinatura declarando que autorizou a coleta e entende os motivos do exame.

PERÍCIA DE PATERNIDADE PELO DNA (TRIO)

Exame onde temos todas as partes de maneira direta é chamado de TRIO, pois tem-se o filho(a), a mãe e o possível pai. Este é o teste de paternidade padrão, sem a necessidade de realizar pesquisa de outros perfis genéticos de parentes ou correlatos.

PERÍCIA SEM A PRESENÇA DA MÃE (DUO)

O teste de paternidade sem a presença da mãe é possível, embora não seja o ideal, aumentado-se o número de locos analisados no exame. Esta pesquisa mais aprofundada gera mais custos, mas supre a falta de informações sobre a contribuição genética da mãe. Como não temos a presença da mãe, o exame só pode ser realizado se a criança for registrada em nome do suposto pai, ou com autorização do responsável legal da criança ou ainda através de solicitação judicial.

PERÍCIA COM SUPOSTO PAI FALECIDO

Quando o suposto pai é falecido, a complexidade do teste aumenta. Como não temos seu DNA, estudamos o maior número de pessoas relacionadas ao falecido, como seus pais, seus filhos legítimos (acompanhado da viúva, se existente) ou de seus irmãos, tentando-se reconstruir o perfil genético do falecido para comparação com o pretenso filho e sua mãe.

A reconstrução do perfil genético do suposto pai é possível porque seus familiares possuem regiões genéticas semelhantes a dele.

Outro teste que pode ajudar a esclarecer casos onde o pretenso filho é do sexo masculino é o Teste de DNA do Cromossomo masculino Y. Nestes casos, necessitamos de amostras da linhagem masculina do suposto pai, ou seja, qualquer indivíduo masculino e que seja filho, neto, sobrinho ou primo do falecido. Em caso de usar um sobrinho, devemos cuidar para que este seja filho de um irmão do falecido, e não de uma irmã, pois a linhagem masculina não pode ser interrompida por um membro do sexo feminino.

PERÍCIA APÓS A EXUMAÇÃO

A exumação se torna necessária quando é impossível a reconstrução do perfil genético do suposto pai pela análise de seus ascendentes e descendentes. Um médico legista, devidamente autorizado e acompanhado de representantes legais faz a retirada do material do falecido.

Amostras como o terço superior do fêmur,dentes molares e pré-molares, costelas e externo podem ser coletadas. Deve-se acondicionar adequadamente e enviar para o CDG com o laudo da exumação, informando o tempo de falecimento, a causa mortis e as condições encontradas pelo legista. As amostras de sangue do autor e de sua mãe podem acompanhar o material exumado ou serem colhidas posteriormente.

Os resultados serão enviados no prazo de 90 dias; dependendo da dificuldade encontrada na extração do DNA. Em 30% dos casos não se consegue concluir o exame devido ao estado de degradação do DNA, no entanto o laboratório executa uma série de análises antes de liberar um laudo inconclusivo.

IDENTIFICAÇÃO DO DNA DO CROMOSSOMO Y

A identificação do cromossomo Y é utilizada para reconhecer a exclusão de paternidade quando o possível pai é falecido, analisando-se o pretenso filho e homens aparentados com o suposto pai. Outro caso onde podemos utilizar estes locos do cromossomo Y são os casos de estupro, onde analisamos os marcadores presentes nos espermatozóides da secreção vaginal da vitima, sem que o seu DNA possa confundir-nos, pois somente o DNA do agressor estará sendo identificado. Como a parte estudada do cromossomo Y não sofre recombinação, ou seja, segmentos exclusivos do cromossomo Y não trocam genes com outros segmentos genômicos, as informações genéticas são transmitidas às gerações seguintes em blocos de genes, denominados haplótipos. Assim, é possível montar a “patrilinhagem” de um indivíduo alcançando dezenas de gerações no passado, podendo-se reconstruir a história genética de uma povo. Entre em contato com o CDG para obter maiores informações sobre este exame caso haja interesse.

PERÍCIA COM FIOS DE CABELO

Pode-se realizar estudo de investigação de paternidade ou crime através dos fios de cabelo. Para tanto, é necessária a coleta de pelo menos 10 fios de cabelo, contendo a raiz (bulbo capilar) para extração de DNA e identificação do perfil genético. A análise da individualidade humana partindo de fios de cabelo é mais usada em casos de perícia criminal, onde não se dispõem de outro material.

PERÍCIA EM ESCOVAS DE DENTES

Depois do sangue, as células da mucosa bucal são a segunda fonte mais utilizada para colheita de amostras para a realização dos testes moleculares. A quantidade de DNA existente na mucosa bucal é muito maior do que em fios de cabelo, sendo possível realizar a identificação de um indivíduo através de sua escova de dentes na maioria dos casos.

DNA BABY CARD

Podemos disponibilizar para os pais o perfil genético da criança logo após o nascimento, sendo realizada colheita de amostra com papel FTA (mesmo procedimento do teste do pezinho). Basta colher algumas gotas de sangue da criança e enviar para o laboratório. O Objetivo do teste é ter a identificação da criança, tendo em vista possível troca na maternidade ou futura necessidade em casos de seqüestros ou desaparecimentos.

BANCO DE DNA

O Banco de DNA tem como objetivo possibilitar uma futura comparação de DNA dos indivíduos após a sua morte; em casos principalmente onde o indivíduo ainda em vida recebe ameaças da existência de supostos filhos. Embora seja possível realizar a investigação da paternidade sem a presença do suposto pai através da reconstrução do perfil genético do falecido pelo estudo do DNA de seus familiares, é menos complexo e incomodo a realização do teste com o DNA guardado em banco pela própria pessoa em vida.

As amostras contendo o DNA são congeladas em temperatura de – 80°C, e ficam a disposição para futura disputa judicial. Estas amostras também podem ser usadas para a identificação de pessoas em caso de sinistro.

O CDG formula um laudo com o perfil genético do cliente com algumas regiões genéticas, mencionando que o DNA estará congelado para futura comparação, se necessário. Estas amostras guardadas no Banco de DNA do CDG ficam sob estrita confidencialidade, e só podem ser acessadas sob autorização especial.